RIO DE JANEIRO - A compra docontrole do IRB-Brasil Re pelo Banco do Brasil ainda este ano vaiajudar a resseguradora a manter a liderança no mercado nacional ealavancar sua estratégia de internacionalização, de acordo com declaração do presidenteda instituição, Eduardo Nakao.
Segundo Nakao, após o fim domonopólio do IRB-Brasil Re no mercado interno, a resseguradora começa amirar oportunidades no exterior, em especial na América do Sul.
_ O IRB quer se fixardefinitivamente como líder do mercado nacional e, posteriormente, naAmérica do Sul, revelou o presidente.
Durante palestra num evento na Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio, terça-feira, Nakaocitou a Venezuela. Disse que embora seja um país menor que o nosso, tem ummercado segurador maior em termos de participação noProduto Interno Bruto (PIB).
Nakao destacou, sem dardetalhes, que os primeiros alvos do IRB fora do Brasil serão "garantiase projetos de engenharia". As primeiras operações no exterior devem serfeitas em 2011.
O presidente do IRB lembrouque, antes da quebra do monopólio no mercado brasileiro, a instituiçãojá se relacionava com o exterior e transferia, em média, 50 por centodo risco de uma cobertura a empresas fora do país.
Em outubro do ano passado, o Bnco do Brasilinformou ter iniciado conversas para comprar a participação da União noIRB, em meio a uma ofensiva do banco público para reestruturar efortalecer sua área de seguros.
Nakao prevê um horizontepromissor para o mercado de seguro e resseguro no Brasil com aperspectiva de exploração do pré-sal, construção da usina hidrelétricade Belo Monte, Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos no Rio em 2016 e afirmou que num futuro próximo o IRB será uma empresa do conglomerado Banco do Brasil.Aí sim vamos terresseguradora, seguradora, banco de investimento, banco comercial e umrol de produtos a oferecer à clientela", disse o executivo.