Políticos alemães querem que Grécia venda algumas ilhas para pagar dívidas

Marcio Allemand | da Redação
MARCIO ALLEMAND - Dois membros do Parlamento alemão, da coalizão centro-direita, a mesma da chanceler Angela Merkel, disseram ontem que a Grécia deveria considerar vender algumas de suas ilhas como opçãopara reduzir sua dívida. 

A imprensa alemã informou há pouco que Josef Schlarmann, membro sênior dos Democratas Cristãos,partido de Merkel, e Frank Schaeffler, especialista de políticafinanceira dos Democratas Livres, afirmaram que a venda de ilhas eoutros bens poderia ajudar a Grécia a sair da crise.

"Aqueles em falência devemvender tudo o que tem para pagar seus credores", disse Schlarmann aojornal Bild. "A Grécia possui edifícios, empresas e ilhas desabitadasque poderiam ser usados para a redenção da dívida."

Ontem a Grécia anunciou um programa deausteridade para assegurar a ajuda europeia no combate à crise que está debilitando o país. Recentes pesquisas de opinião revelaram queos alemães são veementemente contra o uso de impostos pagos por seuscidadãos para salvar a Grécia.

O déficit grego em 2009 foi de 12,7 por cento do PIB, bem acima do limite permitido pela União Europeia de 3 por cento do PIB.

A chanceler alemã Angela Merkel irá se reunir com o primeiro-ministro grego, George Papandreau, em Berlim amanhã.

"Merkel não poderáprometer ajuda à Grécia", disse Schaeffler ao Bild em reportagem quetinha como manchete: "Vendam suas ilhas, gregos falidos! E vendamAcrópole também!"

"O governo da Grécia precisatomar medidas radicais para vender sua propriedade, como por exemplo, suasilhas desabitadas", disse Schaeffler ao jornal mais vendido da Alemanha.

Em entrevista à rede de TV alemã ARD, o vice-ministro de Relações Exteriores grego, Dimitris Droutsas, não concordou com as sugestões dos alemães."Também ouvi a sugestão de quedeveríamos vender Acrópole", disse Droutsas.

Os alemães são contra que seu país faça parte do plano deajudar a Grécia, pois só agora a Alemanha, maior economia da Europa, está começandoa sair de sua pior recessão pós-guerra. (com Agência Reuters)

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