Em todo o mundo, a semana será marcada pela divulgação, na quarta-feira, de importantes indicadores da China. Entre eles, a maior expectativa gira em torno dos que aferem a inflação do país asiático, o Índice de Preços ao Atacado e Índice de Preços ao Consumidor
Além desses, o total de novos empréstimos (em fevereiro) em yuan, sem dia certo para ser informado – é esperado para 9 a 14 de março – também será levado em conta pelos investidores, que na tentativa de avaliar quais poderão ser os próximos passos da política monetária conduzida pelo Banco Popular da China.
Para o Índice de Preços ao Consumidor da China é esperado aumento de 2,5% (em base anual), enquanto para o Índice de Preços ao Produtor o consenso aponta para elevação de 5,1% (em base anual). Números que porventura venham mais inflados poderão causar apreensão nos mercados. Em relação aos novos empréstimos, a expectativa é que fique em 600 bilhões de yuans.
Na cabeça de todos está martelando a interrogação de que hora chegará, e de qual será o tamanho da conta pelo afrouxamento monetário e pelos estímulos produzidos em todo o mundo. Qualquer surpresa mais incômoda, no que tange ao recrudescimento da inflação nos países mais importantes, será respondida com volatilidade nos preços dos ativos ao redor do planeta (segue…)
O outro gigante asiático – o Japão – também libera dados relevantes na semana, eentre os quais o mais esperado é o resultado do PIB do quarto trimestre de 2009. A média dos economistas consultados pela Bloomberg calcula que o país tenha crescido 4% ante igual período de 2008 e 1% em relação ao trimestre anterior. Nos Estados Unidos, o indicador semanal com mais peso deverá ser o Orçamento do Tesouro (quarta-feira), que indicará o tamanho do rombo administrado por Obama. As opiniões convergem para um déficit da ordem de US$ 210 bilhões em fevereiro.