O Banco Central (BC) avalia que a economia "tem se deslocado para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo", e isso levará a um o deslocamento da economia tem como efeito um arrefecimento dos riscos para a evolução da inflação.
A conclusão consta na ata da reunião de julho do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira (29), pelo BC.
A Selic foi elevada em 0,50 ponto percentual na semana passada, para 10,75% ao ano. Parte do mercado já considerava esse movimento, mas a maioria dos economistas previa um terceiro aumento de 0,75 ponto.
Na ata, o BC justificou que houve consenso entre os membros do Copom "sobre a necessidade de eventualmente se adequar o ritmo do ajuste da taxa básica de juros à evolução do cenário inflacionário prospectivo".
"Desde a última reunião, o recuo nas projeções de inflação mostraram melhora no cenário prospectivo. O Copom considera que esse processo deva ser intensificado e, para tanto, precisam ser revertidos os sinais de persistência do descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas", apontou a ata.
Por outro lado, segundo a ata, a influência do cenário internacional sobre a inflação doméstica "passou a revelar um viés desinflacionário".
Diante desse cenário de reação mais lenta no exterior, os membros do Copom afirmam que "a influência do cenário internacional sobre o comportamento da inflação doméstica passou a revelar um viés desinflacionário".
"Em suma, desde a última reunião, reduziram-se os riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória de metas", reforça o texto.