Presidente da Colômbia discute com governo de SP cooperação em áreas ligadas à agricultura

| Agência Brasil

O governador de São Paulo, Alberto Goldman, e o presidente da República da Colômbia, Juan Manuel Santos, discutiram nesta quinta-feira (02) a possibilidade de uma cooperação técnica em áreas ligadas à agricultura, gado de corte, aproveitamento da borracha e etanol.


“Eles [colombianos] se mostraram interessados porque já são produtores do etanol, mas nós temos tecnologia mais avançada com produtividade maior do que a deles. Eles têm áreas liberadas da produção de drogas para usar para atividades agrícolas, então estão interessados nisso. Por enquanto será cooperação técnica, até porque as relações comerciais são feitas entre os governos federais”, disse o governador.


A questão da violência também foi tratada na reunião e, segundo Goldman, o presidente da Colômbia quis saber como o governo de São Paulo tem enfrentado o problema que é considerado grave na Colômbia. O governador expôs os índices de criminalidade do estado que causaram surpresa a Santos, já que na Colômbia há 33 homicídios para cada 100 mil habitantes e em São Paulo 10 para a mesma proporção. “Ele pediu explicações de como as coisas chegaram nesse nível mais baixo e nós respondemos que foi com atuação permanente e que não temos atuação contra a entrada da droga no país e no Estado, que é responsabilidade da Polícia Federal”, disse.


Em relação ao vazamento de dados da Receita Federal, Goldman declarou que é natural que a Polícia Civil investigue quem foi o responsável pela falsificação da assinatura da filha de José Serra, Verônica, e um documento que dava direitos ao portador de quebrar o sigilo bancário da vítima. “Se você tem aqui um crime de falsificação e utilização dessa falsificação para obter vantagens ou interesses que ninguém sabe exatamente quais são ainda, evidente que é papel institucional da Polícia Civil investigar”.


Para ele, seria adequado que a Polícia Federal também investigasse o caso, porque envolve um parente de um candidato em período de campanha eleitoral, o que transforma o problema em nacional. “Estamos em processo eleitoral, isso é um episódio que tem ligações eleitorais. Ninguém vai justamente quebrar o sigilo da filha de um candidato que não é uma grande empresária, não tem grandes negócios”.


Sobre o pedido de impugnação da candidatura à Presidência de Dilma Rousseff, Goldman disse que essa é uma decisão da direção nacional do PSDB. “Não cabe a mim opinar a respeito disso nem como governador de São Paulo nem como militante do partido”.

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