Analistas do mercado financeiro elevaram as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano de 7,09% para 7,34%. Para 2011, no entanto, a estimativa para a expansão da economia ficou estável, em 4,5%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6), no boletim Focus, pelo Banco Central (BC).
Na última sexta-feira (3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB teve crescimento recorde de 8,9% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009. Segundo o instituto, parte desse crescimento pode ser explicada porque o primeiro semestre do ano passado (base de comparação) teve uma queda recorde de 1,9%. No segundo trimestre deste ano, a economia cresceu 1,2%, em relação aos três meses anteriores. A expansão do segundo trimestre de 2010 foi de 8,8%, na comparação com o mesmo período de 2009.
Para a produção industrial, a expectativa caiu de 11,47% para 11,37%, em 2010, segundo o Focus. Para 2011, a previsão de expansão foi mantida em 5%.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 40,73% para 40,80%, em 2010, e permaneceu em 39,50%, em 2011.
A expectativa para a cotação do dólar caiu de R$ 1,80 para R$ 1,79, ao final deste ano, e de R$ 1,85 para R$ 1,83, em 2011. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permaneceu em US$ 15 bilhões, neste ano, e passou de US$ 8,18 bilhões para US$ 8,68 bilhões, em 2011.
A previsão dos analista para as transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) teve ligeira alta. A projeção foi alterada de US$ 49,96 bilhões para US$ 50 bilhões, em 2010, e permaneceu em US$ 58 bilhões, para 2011.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) também foi mantido em permaneceu em US$ 30 bilhões, neste ano, e em US$ 38 bilhões, em 2011.