O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,63% em dezembro de 2010 e ficou 0,20 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (0,83%), informou nesta sexta-feira (7) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro de 2009, o índice havia ficado em 0,37%. Com esse resultado, o IPCA fechou o ano de 2010 em 5,91%, 1,60 ponto percentual acima da taxa de 2009 (4,31%), puxado pelo aumento dos preços dos alimentos.
A alta de um ano para o outro é atribuída aos alimentos, que ficaram, em média, 10,39% mais caros, contribuindo com 2,34 pontos percentuais na formação do IPCA de 2010, o que representa 40% do índice.
O consumidor passou a pagar mais caro especialmente pelos feijões, cujos preços chegaram a subir 51,49% no ano. Mas, levando em conta a importância no orçamento das famílias, a despesa que mais pesou foi a com a compra de carnes. O preço do quilo aumentou 29,64%, em média, liderando a lista dos principais impactos ou contribuições para o IPCA do ano (0,64 ponto percentual).
Os produtos não alimentícios fecharam 2010 em 4,61%, pouco abaixo dos 4,65% de 2009. Coube ao item empregados domésticos (11,82%) a principal contribuição nesse grande grupo e a terceira no IPCA como um todo (0,40 ponto percentual).
Quanto às regiões pesquisadas, o maior resultado foi registrado em Belém (6,86%), em virtude principalmente da variação da energia elétrica (17,58%) e dos alimentos (10,38%). Recife (4,63%) apresentou a menor taxa sobretudo em razão da queda na energia elétrica (-9,16%) e nos preços do gás de botijão (-8,98%).
O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do País, além do município de Goiânia e de Brasília.