Após ficar praticamente estável nos últimos quatro meses, a produção industrial brasileira recuou 0,7% em dezembro de 2010, na série livre de influências sazonais, informou nesta quarta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda registrada no último mês do ano, em 2010, a produção industrial cresceu 10,5%, em relação ao ano anterior. A expansão é a maior desde 1986. Em 2009, a indústria havia recuado 7,4%.
Segundo o IBGE, o primeiro semestre do ano apontou crescimento mais acentuado (16,2%) que o observado no semestre seguinte (5,6%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior, reflexo não só da baixa base de comparação, decorrente dos efeitos da crise econômica internacional no final de 2008, mas também do menor dinamismo do setor industrial no último trimestre de 2010 (3,3%).
Entre as categorias industriais, o maior crescimento no acumulado do ano foi registrado entre os bens de capital, com alta de 20,8%, influenciado pela recuperação dos investimentos e da confiança dos agentes econômicos. Os bens intermediários tiveram um aumento na produção de 11,4%. Entre os bens de consumo, os duráveis tiveram alta de 10,3% e os semi e não duráveis, de 5,2%.