Vale: 2011 também será promissor

Elisa Soares | Jornal do Commercio
Com o maior lucro da história da mineração, a Vale vive seu momento de ouro, e afirmou que espera novos recordes este ano. "A produção industrial global está ganhando ritmo novamente, fortalecendo a demanda por minerais e metais", disse o diretor de Marketing, Vendas e Estratégia da Vale, José Carlos Martins. Segundo ele, o forte crescimento da produção de aço em janeiro, e a oferta restrita de minério de ferro, sustentam o aumento recente nos preços da commodity, tendência que deve continuar nos próximos três ou quatro anos.

"Acredito que vamos passar por período de estabilização de preços do minério, com novo aumento no fim do ano", disse Martins. De acordo com ele, alguns motivos ajudam a traçar este cenário de crescente valorização do minério de ferro, principal insumo para a produção de aço, como a falta de projeto relevante no setor de mineração, a produção de aço chinesa, que não correspondeu às expectativas do mercado, e a contínua redução das exportações indianas – que antes correspondiam a 15% da necessidade de aço da China.

"A escassez crescente do minério está causando um aumento na tendência de longo prazo para os preços do produto", analisou Martins. Ele afirmou que, já no segundo trimestre deste ano, o reajuste dos contratos da commodity ficará aproximadamente 20% acima dos preços fechados para o trimestre anterior.

No mesmo momento em que a relação entre oferta e demanda está mais apertada, a Vale comemora a entrega de seis projetos que vão aumentar a oferta de metais, como a produção adicional de 20 milhões de toneladas ao ano na planta Carajás (MG) e outros 9 milhões de toneladas de pelotas ao ano que serão produzidas no Distrito Industrial do Porto de Sohar, em Omã.

Até 2015 a mineradora deve finalizar outros 33 projetos que vão dobrar o tamanho da companhia. A previsão para a produção de minério este ano é de 311 milhões de toneladas e, em quatro anos, esse volume deve atingir 422 milhões de toneladas. Os planos ambiciosos da Vale são reforçados por investimentos que totalizam US$ 24 bilhões apenas este ano, totalmente financiados por sua robusta geração de caixa.

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