Conflito armado pelos israelenses, com o apoio dos EUA, atacaram o Egito, a Síria e a Jordânia. Depois da vitória, os israelenses anexaram-se à península do Sinai, faixa de Gaza, Cisjordânia e colinas da Golan. Anos depois do conflito arábe-israelense, o Egito voltou a ocupar o deserto do Sinai. Em 1967, adiantando um ataque iminente do Egito e da Jordânia, Israel surpreendeu as nações aliadas, lançando um ataque preventivo e arrasador à força aérea egípcia.
No período da guerra, a FAI, destruiu 350 aviões árabes e perdeu 31. O exército Egípcio tinha 7 divisões e cerca de 950 carros de combate. O exército israelense montou a Operação Lençol Vermelho, fazendo um ataque-relâmpago.
Em 8 de junho, os israelenses fizeram uma armadilha, destruindo 60 tanques, 100 caminhões e 300 veículos. Para reabrir o estreito de Tiran, foi enviado um grupo de combate para o sul da península, a fim de encontrar com as forças pára-quedistas que saltavam em Sharma-el-Sheikh, não teve luta porque a guarnição egípcia havia se retirado.
Dificilmente na história militar, ocorreu uma vitória tão ampla e que foi conquistada em tão pouco tempo, foram apenas 4 dias para derrotar um grande exército com 7 divisões.
O primeiro-ministro de Israel, Levy Eshkol, enviou uma mensagem ao rei Hussein da Jordânia: "Não empreenderemos ações contra a Jordânia, a menos que seu país nos ataque".
O ataque jordaniano começou pouco depois do começo das hostilidades israelenses, atingindo Jerusalém, assim como localidades costeiras próximas a Tel Aviv. Esta intervenção acabou por provocar a invasão da Cisjordânia por parte do exército do Estado hebreu no terceiro dia de conflito.
A guerra terminou em 10 de junho. Além da Cisjordânia e do Leste de Jerusalém, Israel passou a ocupar as colinas de Golã na Síria e o monte Hermón - que fazia parte do território libanês e do sírio -, o Sinai e a Faixa de Gaza, até então sob ocupação egípcia.
O mundo árabe ficou abalado. O presidente egípcio Gamal Abdel Nasser foi derrotado e o desconcerto tomou conta da Síria e a Jordânia. Foi o fim do pan-arabismo e a aparição das primeiras sementes do islamismo, que se tornou uma alternativa para uma grande quantidade de mulçumanos na região e nos seus arredores. Israel, entorpecido pela vitória, foi acometido por uma euforia sem precedentes. "Existia esta percepção de invencibilidade e de retorno às origens da história judaica", garantiu Ilan Greilsammer, um cientista político israelense.
Este sentimento era baseado no messianismo. Os judeus "regressaram" aos lugares bíblicos: o muro das Lamentações foi anexado, assim como a Caverna dos Patriarcas em Hebron e o túmulo de José, em Nablus.
E a intenção israelense era permanecer, apesar da resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU que exigia a retirada de Israel dos territórios ocupados.
Neste clima, nasceu o movimento de colonização, que em setembro de 1967 deu impulso à criação do primeiro assentamento na Cisjordânia: o Kfar Etzion, que ocupou o lugar de um velho kibutz (cooperativa agrícola), evacuado durante a guerra de 1948.
Desde então, 260.000 colonos estabeleceram 150 assentamentos na Cisjordânia. Em agosto de 2005, 8.000 deveriam ter se retirado da Faixa de Gaza por ordem do então primeiro-ministro Ariel Sharon.