Cadeia criativa fluminense responde pela geração de 24% dos empregos formais do estado, diz Firjan

| Agência Brasil
Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que a cadeia criativa fluminense, envolvendo as atividades da indústria, comércio e serviços, registrou, em 2010, 974 mil trabalhadores, o que significou 24% do total de empregos com carteira assinada do estado.

“Quase um quarto dos trabalhadores formais do estado”, destacou o presidente em exercício da Firjan, Carlos Mariani, durante a abertura oficial do salão de negócios de moda e design Rio-à-Porter e da feira Fashion Rio, hoje (10), na Casa Firjan da Indústria Criativa. Os dois eventos integram o calendário oficial da moda nacional e  vão até o próximo dia 13.

A Organização das Nações Unidas (ONU) define a economia criativa como todos os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços baseados na criatividade e no conhecimento.

De acordo com o estudo, as áreas de arquitetura, moda e design empregavam em conjunto, em 2010, cerca de 800 mil trabalhadores formais no Rio de Janeiro. Juntos, esses setores detinham 20% da mão de obra total e 84% da cadeia criativa fluminense.

Os dados mostram que o número de carteiras assinadas nessas três áreas da economia criativa subiu 26% no período de 2006 e 2010, e a renda dos trabalhadores aumentou 76%. Já o aumento observado no total de empregados no estado foi 21% e o da massa salarial atingiu 67%. O estado do Rio apresenta, ainda, a maior remuneração média do país paga a profissionais da economia criativa: R$ 3.014. Esse valor supera em 64% o salário das demais categorias de trabalhadores do estado, diz a pesquisa.

Considerando somente as atividades do núcleo criativo do setor de serviços, o estudo revela que essa economia representou 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2010 ou o equivalente a R$ 92,9 bilhões, respondendo pela geração de quase 800 mil empregos formais no país (1,7% do total). No Rio de Janeiro, a participação do núcleo criativo no PIB foi ainda maior, 3,5%. O segmento totalizou 2,2% dos empregos com carteira assinada.

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