Brasília-DF

Luiz Carlos Azedo

Ambições de poder

A presidente Dilma Rousseff faz mistério sobre as mudanças. A minirreforma ministerial prevista para este começo de ano ficou para fevereiro. Porém, já abriu um contencioso partidário entre quem sai e quem fica nas pastas que sofrerão mudanças. Principais partidos da ampla coalizão presidencial, PT e PMDB não conseguem conter a ansiedade. Como se sabe, nada motiva mais os políticos do que a luta pelo poder.
O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), ontem deu declarações de que o partido está “claramente subdimensionado” no governo federal. E revelou que a presidente Dilma Rousseff já teve uma conversa preliminar sobre as mudanças com o vice-presidente Michel Temer, que ainda convalesce em São Paulo de uma cirurgia (extraiu a vesícula). “Nem por isso nós vamos ficar cobrando da presidente Dilma um espaço maior”, desconversa Raupp.
A nova conversa entre Dilma e Temer deverá ocorrer para acertar os detalhes da mudança. Fala-se na troca de cinco a oito ministros, uns porque vão concorrer às eleições – como Fernando Haddad (PT), da Educação, e Iriny Lopes (PT), da Secretaria das Mulheres. Outros, por mau desempenho administrativo: seriam os ministros das Cidades, Mário Negromonte (PP), e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. O ministro da Integração Nacional,  Fernando Bezerra (PSB), também acabou na berlinda. Outro nome na roda é o de Ana de Hollanda, da Cultura, irmã de Chico Buarque.

Olho grande
O PT está de olho grande na Esplanada. Ministro da Ciência e Tecnologia, o petista Aloizio Mercadante por muito pouco não sentou na cadeira de Fernando Haddad antes da hora. Essa é a mudança anunciada. Mas o PT também mira o Ministério das Cidades, onde há muito dinheiro em caixa para gastar em obras de macrodrenagem e habitação. Ainda mais agora, com tanta pressão para liberação de recursos por causa das chuvas. O Ministério da Cultura também é objeto de desejo dos artistas e intelectuais do PT, que fazem campanha sistemática contra a atual ministra.

Saudades
O PMDB não esconde o desejo de voltar aos ministérios da Integração Nacional ou dos Transportes, onde reinou, respectivamente, nos governos Lula (com o baiano Geddel Vieira Lima) e Fernando Henrique (o gaúcho Eliseu Padilha), respectivamente. O partido alega que perdeu as pastas da Saúde e da Defesa na mudança de governo. E que vem sendo um sustentáculo do Planalto no Congresso. Mas não deve fazer muita marola. Tudo será decidido na conversa da presidente Dilma como o vice Michel Temer.

Planos de saúde
Doutor em ciências e pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, Mário Scheffer concluiu estudo sobre a judicialização da assistência médica suplementar. Das 782 decisões judiciais analisadas, 88% foram favoráveis ao usuário, obrigando os planos de saúde a arcarem com as cobertura negadas. Em 4% dos casos, foram concedidas parte das coberturas solicitadas. Motivos das ações: negativas de tratamento de câncer e de doenças do coração; exclusão de quimioterapia, radioterapia e cirurgias diversas; pagamento de órteses e próteses, principalmente stents, marcapassos e próteses ortopédicas (quadril, joelho); exames diagnósticos e medicamentos de alto custo. Ou seja, quase tudo que o segurado não tem dinheiro suficiente para pagar.

Câncer
Os tratamentos negados para os diversos tipos de câncer (leucemia, linfomas, mama, próstata, colo de útero, etc.)  representam 36,57% das ações judiciais

Prejuízos
Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que, entre 2006 e 2011, somente 13% dos recursos gastos pelo governo federal em ações da Defesa Civil foram investidos na prevenção de desastres naturais, como deslizamentos de terra, enchentes e seca. Foram cerca de R$ 745 milhões, contra R$ 6,3 bilhões aplicados em razão dos estragos.

Seca
A senadora Ana Amélia, do PP-RS, conversou com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e com o vice-presidente do agronegócio do Banco do Brasil, Osmar Dias, sobre a situação dos produtores gaúchos de trigo, que sofrem com a seca. “Além de medidas como a prorrogação para o pagamento de financiamento pelos produtores e rapidez na liberação de seguros, é preciso garantir dinheiro no Orçamento para o pagamento do seguro de renda aos agricultores que enfrentam problemas com o clima”, reivindica.

Azebudsman
O leitor Lincon Santos, do DF, não gostou da ironia na nota intitulada Crise, que crise?, sobre a oferta de empregos em São Paulo, publicada na coluna de ontem. “A boa quantidade de vagas oferecidas em SP não tem nada a ver com ‘pujança do emprego nacional’, como muitos querem fazer crer (…) As vagas sempre exigem algum grau de especialização e experiência (não digo prática) e, para completar, a iniciativa privada paga pessimamente. O emprego informal, para muitos, gera renda líquida de mais R$ 1 mil (…) As vagas ociosas continuam sendo apenas números”.

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