Após ter piorado no segundo trimestre e ter estagnado no terceiro, a qualidade de crédito do consumidor reagiu e apresentou ligeira melhora no quarto trimestre de 2011. O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor que avalia, numa escala de 0 a 100, a qualidade de crédito do consumidor – quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito – subiu para 80,2 pontos no último trimestre de 2011.
A desaceleração da inflação, a redução dos juros, a manutenção de patamares mínimos históricos para a taxa de desemprego e o crescimento mais moderado do endividamento são elementos que auxiliaram na diminuição do risco de inadimplência dos consumidores ao final do ano passado, salientam os economistas da Serasa Experian.
A melhora da qualidade de crédito do consumidor no 4º trimestre de 2011 concentrou-se nas camadas de renda mais baixa da população. Para os consumidores que ganham até R$ 500/mês o indicador passou de 75,8 para 75,9 pontos e para aqueles que ganham entre R$ 500/mês e R$ 1.000/mês houve crescimento de 79,2 para 79,3 pontos. Já as camadas intermediárias de renda registraram estabilidade ou queda na qualidade de crédito do consumidor. Fora os consumidores de baixa renda, aqueles que ganham mais de R$ 10.000/mês também acusaram melhora na sua qualidade de crédito, com o indicador passando de 93,6 para 93,8 pontos.
Apesar da melhora observada neste 4º trimestre de 2011, as faixas de rendimento mais baixos continuam apresentando níveis menores em termos de qualidade de credito. Neste sentido, a classe que ganha até R$ 500 por mês é a que possui o menor índice de qualidade de crédito (75,9). No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador 93,8, seguida pela classe de renda de R$ 5 mil a 10 mil (92,0). Isto demonstra que a qualidade de crédito do consumidor é positivamente correlacionada com a sua renda.