Dívida Pública Federal sobe R$ 34 bilhões em agosto e volta a se aproximar de R$ 2 trilhões

Da redação
O forte volume de emissões de títulos públicos fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir R$ 34 bilhões em agosto e voltar a se aproximar de R$ 2 trilhões. De acordo com dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês passado em R$ 1,992 trilhão, com alta de 1,77% em relação ao estoque registrado em julho (R$ 1,957 trilhão).

A dívida pública mobiliária (em títulos públicos) interna subiu 1,69%, de R$ 1,864 trilhão para R$ 1,896 trilhão. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro emitiu R$ 17,55 bilhões em títulos a mais do que resgatou. Além disso, o reconhecimento de R$ 13,98 bilhões em juros contribuiu para o aumento da dívida. O reconhecimento ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.

Por causa da alta de 3,59% do dólar em agosto, a dívida pública externa subiu de R$ 92,70 bilhões em julho para R$ 95,84 bilhões no mês passado. O aumento ocorreu apesar de o Tesouro Nacional ter recomprado R$ 41,17 milhões em títulos da dívida externa em agosto.

O principal fator para a alta da DPF no mês passado é o fato de que agosto não foi marcado por vencimentos expressivos de títulos públicos, que compensam as emissões feitas pelo Tesouro e diminuem o aumento do estoque. Em julho, os vencimentos tinham somado R$ 80,05 bilhões em títulos, contra R$ 12,02 bilhões no mês passado.

Apesar de continuar abaixo de R$ 2 trilhões, o próprio Tesouro reconhece que a DPF deve voltar a subir nos próximos meses. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em julho, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões. Em dezembro, a DPF ultrapassou pela primeira vez a barreira de R$ 2 trilhões, mas caiu nos meses seguintes.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio. (ABr)

Últimas notícias

20/10 - 14:15 Ministério autoriza pagamento do Garantia-Safra a agricultores 20/10 - 14:13 Polícia Civil do Rio inaugura Central de Atendimento ao Cidadão 20/10 - 14:12 Nível do Sistema Cantareira está em 3,5% 17/10 - 10:50 TSE suspende trecho de propaganda de Dilma 17/10 - 10:48 Incêndios no país em outubro dobram em relação ao mesmo mês de 2013 17/10 - 10:43 IPC-S cai em cinco capitais na segunda semana de outubro 17/10 - 10:39 Saúde libera R$ 12 milhões para municípios intensificarem atenção à desnutrição 17/10 - 10:32 Fundo das Nações Unidas só tem US$ 100 mil para combater ebola 17/10 - 10:27 Alimentos mantém pressão sobre inflação em São Paulo 17/10 - 10:24 Entidades pedem fim de concessão de meios de comunicação a políticos com mandato 17/10 - 10:18 Convenção do Sistema Unimed debate impacto dos custos de órteses, próteses e materiais especiais 16/10 - 17:58 No Rio, Campanha Outubro Rosa arrecada cabelo para confecção de peruca 16/10 - 17:52 Bovespa cai 3% com aversão a risco e quase zera ganhos do mês 16/10 - 16:55 Novelis fecha fábrica de alumínio primário em Ouro Preto (MG) até fim do ano 16/10 - 16:22 Governador sobrevoa área atingida por incêndio na região serrana do Rio 16/10 - 15:44 Aeroporto de Madri ativa protocolo de emergência após suspeita de ebola 16/10 - 15:38 Índice de Atividade Econômica cresce 0,27% em agosto 16/10 - 15:33 Governo divulga regras para leilão de energia previsto para dezembro

Edição Digital

Edição 20/10/14

© 2010 Copyright Diários Associados Todos os direitos reservados

O uso deste site está sujeito aos termos de uso. Ao continuar usando esta página, você concorda em cumprir com estes termos.